maio 29, 2009

medo

sentir a luz prender o corpo que desiste de lutar contra a noite.
vejo um corpo nu sentado numa cadeira.
uma cama na vertical como se fosse uma janela.
lençóis de vidro destapam o teu corpo neutro e inimitável.
vamos sentir as palavras no absoluto ilegível da escrita.
respirar o grito da linguagem.
a vida está perto e há demasiado medo.

poema de sílvia prata

Publicado por fernando esteves pinto em maio 29, 2009 03:55 PM | TrackBack
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