sentir a luz prender o corpo que desiste de lutar contra a noite.
vejo um corpo nu sentado numa cadeira.
uma cama na vertical como se fosse uma janela.
lençóis de vidro destapam o teu corpo neutro e inimitável.
vamos sentir as palavras no absoluto ilegível da escrita.
respirar o grito da linguagem.
a vida está perto e há demasiado medo.
poema de sílvia prata