Devido ao interesse de vários leitores, aqui fica onde e como chegar à revista “Sulscrito”:
A revista “Sulscrito” nº1 encontra-se, por agora, à venda em vários locais no Algarve: Bibliotecas Municipais de Tavira, de Vila Real de Sto. António e de Faro; na ARCA - Associação Recreativa e Cultural do Algarve e no Café Aliança Cultural.
Irá estar à venda nas Livrarias “Livro do Dia” em Torres Vedras, “Ler Devagar” em Lisboa e noutras, ainda a definir, no resto do país. Será também vendida em Espanha.
Outra forma de adquirir a revista é através do correio. Para isso, basta contactar-nos por email (sulscrito@yahoo.com) e indicar o número de exemplares pretendidos e deixar o endereço postal.
O preço da revista é de 2,50€, mais gastos de envio (0,50€ para Portugal).
A revista irá estar à venda em todos os próximos eventos do Sulscrito (apresentações, recitais, etc.).
Hoje estaremos no Café Aliança, às 21h30, para apresentar a revista e assistir a um concerto de Jazz.
Na próxima 2ª feira, dia 3 de Setembro, à meia noite, estaremos no bar “Nordik”, na baixa de Faro, para um recital: “nocturno 1.0″.
Há, portanto, por agora, várias hipóteses.
Não hesitem em contactar-nos e, se puderem, apareçam nos eventos que iremos divulgando.
in Sulscrito
Não me surpreende o que o Luis Ene escreveu aqui sobre o facto de ter conhecimento por terceiros que eu havia cortado relações de amizade com ele. Vamos lá então desmontar a engrenagem da hipocrisia. Depois de o Luís ter abandonado o projecto Sulscrito – por motivos estruturais, nas palavras dele –, e quando nos cruzávamos ocasionalmente em qualquer local, nunca o Luís Ene tomou a iniciativa para me cumprimentar, nos casos em que ele chegava depois de mim. A mesma atitude repetiu-se durante a feira do livro de Faro: nunca o Luís Ene visitou o pavilhão Sulscrito, estando ele mesmo ao lado, a escassos metros, em algumas noites. Quando na noite da apresentação da revista Sulscrito tive um breve encontro com Henrique Fialho (a terceira pessoa), este perguntou-me se eu mantinha algum contacto com o Luís Ene. Respondi que não, obviamente. E acrescentei que estávamos de relações cortadas. Agora, quando o Luís Ene diz “desconhecer tal facto”, eu só tenho um nome para isso: sonso.
E uma vez que o Luís Ene se refere à sua saída do Sulscrito por “divergências estruturais”, eu faço-lhe lembrar que o que aconteceu foi mais grave. O Luís Ene abandonou o projecto Sulscrito porque não sabe lidar com ideias. Pior ainda: o Luís Ene tem um problema de relacionamento com pessoas que têm ideias. A ruptura deu-se quando o Luís Ene pretendeu direccionar os projectos do Sulscrito para uma área individual e particular: ele mesmo. Foi convocada uma reunião para ultrapassar este problema “estrutural”, e o Luís Ene simplesmente não apareceu, desvinculando-se do grupo, em três linhas, num e-mail. Também não me surpreendeu: as suas atitudes são verdadeiras micronarrativas.
Antes do sulscrito, o luís Ene esteve envolvido em dois projectos com alguma ambição. Ambos falharam em poucos meses. Problemas estruturais? Claro que não. Eu aponto o fracasso para a complicação de ideias. Mas se o Luís Ene insiste que o que o trama são as "estruturas" em que está envolvido, eu aconselho-o a melhorar a matéria-prima, a começar por si e reavaliando as suas próprias atitudes num grupo de trabalho.
Diz o Luís Ene que já suspeitava ter ganho um inimigo. Eu. Sempre lhe quis bem enquanto trabalhámos juntos. Incentivei-o. Levei-o a Espanha e ele nunca soube aproveitar os contactos que partilhei com ele. Luís Ene não precisa de inimigos, nem eu me dou ao trabalho de o ser. O pior inimigo de luís Ene é ele próprio: Luís Ene. Infelizmente, isto não é nenhuma micronarrativa. Contudo, Luís Ene corre sérios riscos de se tornar numa auto-ficção.
A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e o Ayuntamento de Punta Umbría instituem o “Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2008”
Podem concorrer a este prémio, todos os escritores, nacionais e estrangeiros, desde que as obras a concurso sejam apresentadas em português ou espanhol.
Os originais em português serão dirigidos ao júri do “Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2008”, e deverão ser entregues em mão na sede do Município de Vila Real de Santo António – Praça Marquês de Pombal – 8900 – 231 Vila Real de Santo António ou remetidos por correio registado, com aviso de recepção, para a mesma morada, até ao dia 31 de Outubro de 2007.
Os originais em espanhol deverão ser entregues na Casa de Cultura de Punta Umbría – Plaza de las Artes s/n – Punta Umbria – 21100 Huelva, España, podendo as respectivas disposições regulamentares ser consultadas em www.ayto-puntaumbria.es.
A participação no Prémio com originais em português implica o conhecimento do respectivo Programa de Concurso, que foi publicitado na imprensa e pode ser consultado em www.cm-vrsa.pt ou solicitado à Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Núcleo de Gestão dos Espaços Culturais, pelo telefone 281 510 045/7 ou fax nº 281 510 049.
Cada concorrente poderá participar apenas com um original, com um mínimo de trinta páginas e um máximo de quarenta, apresentado em triplicado, em letra Times New Roman, corpo 12 e espaço duplo.
Os originais deverão ser encerrados em invólucro opaco, fechado e lacrado, devendo constar no rosto, o título da obra e o pseudónimo do autor. Os elementos de identificação do autor deverão ser encerrados num segundo invólucro opaco, fechado e lacrado, em cujo rosto deve ser escrito o pseudónimo do seu autor. Por sua vez, os invólucros referidos nos números anteriores são guardados num outro invólucro opaco, fechado e lacrado, dirigido ao júri do concurso “Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2008”.
O valor do Prémio em cada uma das modalidades, português e espanhol, é de 2.500,00€ (dois mil e quinhentos euros). As obras vencedoras serão editadas em livro, recebendo os autores cinquenta exemplares a título de direitos de autor.
O júri, constituído por três escritores de reconhecido prestígio, deliberá até 31 de Dezembro de 2007, em acta que conterá os fundamentos da sua decisão.
Apanhado na rede. Apresentação da revista Sulscrito na feira do livro de Faro.
O nº 1 da revista de literatura do Sulscrito já está na rua. A apresentação pública foi no dia 10 durante a feira do livro de Faro. Alguns colaboradores estiveram presentes: Pedro Sousa, Miguel Godinho, Reinaldo Barros e Henrique Manuel Bento Fialho, além dos directores da revista - Pedro Afonso, João Bentes e Fernando Esteves Pinto. Esta publicação irá ter distribuição pelos países de origem dos seus colaboradores. Aqui fica o editorial:
Este é um espaço de nascimento e reflexão. O que da semente nasce é a vontade – raiz consciente de uma acção. O que nestas páginas enfim se move é o desejo na concretização de um acto: escrever. Temos assim um objecto de raiz, onde a poesia é a folhagem das ideias que valorizam a realização.
O devir desta Semente é a transgressão, quer da linguagem, quer da sua condição estática; a Semente sem raízes é aquela que pode deitá-las quando lhe der jeito, ou tê-las nas regiões etéreas ou invisíveis, desde que não se "envase". É aquela que se move secreta, no sentido em que resiste sem se prender, sem se comprometer, a não ser com ela mesma e com a Vida: o nómada, o habitante da região invisível e inominável.
Há, desta forma, um certo desenraizamento que aqui interessa, outro que se impede. Um particular resvalar para o nomadismo que atrai, um sentir de memória que acrescenta. Uma falta de região que desliza num plano imenso que faz sentir este deserto de forma a que afecte, mas não organize, não plante aqui. Um princípio de luta em duas frentes, frente a frente.
A repressão vigora sobre/entre as coisas de muitas formas. Essa (in)visibilidade é parte delas, tanto quanto o mais se acreditar que é de natureza manipulável qualquer matéria prima. Partindo daqui entende-se como a subjugação é parte essencial da escrita, e como envolve os processos que a consideram.
O princípio será sempre o início da falha, do que antes era a economia de uma possibilidade. Desse evento não se propaga uma forma contínua e monótona, de previsibilidade evidente. O termo – falha – elimina essa hipótese, na medida em que ao significar subjuga.
Circunscrever algo à forma de um objecto, é permitir lhe uma outra existência. Tal diferença é causa de um deslize que nem sempre se pretende, mas que é inevitável na sua essência de falha. Perigosamente, é esse o movimento que interessa, no instante em que o controlo só dá a sensação de alguma água que se infiltra.
- Tudo o que ele te disser a meu respeito, é mentira.
- A última vez que falei com ele, disse-me que tu eras um tipo com grandes capacidades organizativas.
- Vá lá, falou verdade.
- …
Apanhado na rede - livro de poemas de Luis Filipe Cristóvão: "Pequena Antologia para o Corpo", coleção Palavra Ibérica.