trago-me até ti. os dias.
tolhem-me sempre os dias e a voz não se ergue.
existe este silêncio que a compõe de tantos outros significados
como se elemento orgânico em floração. e depois as sensibilidades.
ainda e de novo os silêncios como refúgio.
o calor quente e os cheiros,
como se o silêncio fosse uma macieira polvilhada de canela
aquietada por um solo de magma.
também te entendo em felicidade. aquela em que me quero também.
baixinha suave terna
se existe mar, se existe terra, se existes,
existo e o tempo deixa o respirar. e pouco mais interessa.
muito pouco mais, senão a ria consumindo os pés
e os peixes dedilhando uma eternidade qualquer abaixo da linha de água,
onde residem as verdades profundas.
inacessíveis.
por a l p
Encontro constantemente, outros que me ultrapassam…
Olham bem de frente da minha construção de "barro" e aniquilam-me, por vezes roubam-me a estima, aniquilam a minha acção, negam-me a vaidade…
E todos os dias os vejo, entre o mundo que eu vejo, o mundo que sou e o mundo que eu falo.
Vocês acabam por ser a desculpa pela qual uma palavra tonta se articula na minha boca sedenta de poemas mais …
Vocês um dia foram os todos que são para mim agora, e o que serei resulta dos todos que foram para mim e seguiram sem sequer me verem como sou...
Beijinho
Belo.
Afixado por: Elvira em janeiro 29, 2005 10:56 AMO poema é bonito.
Vim despedir-me. Não volto mais. Desculpa-me a franqueza, mas não vou muito com a tua escrita. Já deves ter reparado mas escrevemos de forma totalmente diferente. Desejo-te um bom prosseguimento com a Escrita Ibérica. O Diário morreu, por conseguinte, a autora também.
paz à tua maluquice.
Afixado por: fernando esteves pinto em janeiro 29, 2005 07:22 PM