Imagina o que nós dizemos aos outros e como eles mudam de sentimentos. Falamos para o mundo e eles julgam-se o mundo. Imagina como eles sacodem o coração quando as palavras que ouvem ou lêem começa a roer a admiração que têm por nós. Deixa, isso sou eu a pensar porque não tenho mais nada que fazer. Apetece-me desmontar pessoas. Sim, pessoas que eu descobri serem falsas por ordem de algumas palavras que disse ou escrevi. Falei disso a alguém e sabes o que me disse? Quem escreve sobre as pessoas dessa forma depravada e injusta corre o risco de se perder numa imagem desumana criada por si. Então eu tinha um dia negro à minha espera. Lembrei-me quando era uma criança e escrevia no profundo da minha ingenuidade. Escrevia sobre o ódio, mas o ódio que eu escrevia era natural demais para ser um sinal perigoso para ser destruído pelos outros. Imagina agora como posso eu ser diferente se o mal do que escrevo está gravado nos outros. E tu sabes que eu só escrevo como se fizesse uma limpeza emocional naqueles que realmente amo. Tenho este hábito de recuperar o humano para me alimentar dos seus fracassos. Estou onde está o sofrimento, tu sabes, mas as palavras são ainda a minha defesa. Sempre quis saber muito sobre os outros, muito para além do humano, e agora julgo não saber nada sobre mim, nada numa terrível consciência de viver por eles as suas tristezas. Quem me lê não imagina o sofrimento que foi preciso condensar num tempo escrito para que tudo voltasse a ter uma vida que escapasse à ficção de existir no meu pensamento. Peço silêncio para as minhas palavras.
Publicado por fernando esteves pinto em maio 15, 2004 03:20 PMapetece-me saber... o há bito a recuperar... como gostei de ver asim o que nunca consigo fazer: a escrita dos senti,mentos muito bem explicada e escrita. gostei.
adoro boas leituras
beijos
maria
só um beijo, então...
Afixado por: mariza em maio 16, 2004 06:56 PMque seja... um beijo.
Afixado por: Márcia em maio 16, 2004 10:36 PMPois que se faça silêncio, perturbado apenas por um fiozinho da guitarra de PAREDES. Talvez...O silencio pode ser uspaço de alma.Mas também pode traduzir-se em solidão. E creio que não há solidão aqui. Há vida. Na vida de muitos outros.Na sua propria vida....
Afixado por: valeria em maio 17, 2004 07:13 AMsilêncio, mas por pouco tempo. é impossível fazer silêncio diante das tuas palavras, elas gritam tantas vezes. gostei, gostei do texto.
beijos
Hello. I just wanted to give a quick greeting and tell you I enjoyed reading your material.
government grants
Afixado por: government grants em junho 6, 2004 10:23 AM